Circundou-me a fronte uma criatura alada
Espalhou-se como o doce perfume do jasmim
Surgiu dos céus em noite enluarada
Para dizer segredos sobre mim
Depois disso era bela a alvorada;
Surgiu uma luz e achei – Não haverá fim!
Ledo engano, corpo e alma voltaram à madrugada,
Ruíram então como torres de marfim!
Hoje, as aventuras que guardo na lembrança,
Que o peito enchiam de alegria, outrora,
Foram-se, perderam-se na distância!
Em uma prece calma, agora, choro, pranteio meus ais,
Mas demora o vento responder à alma que chora,
Não há esperanças, elas não voltam jamais.
Ynácio Loyola Lima
Espalhou-se como o doce perfume do jasmim
Surgiu dos céus em noite enluarada
Para dizer segredos sobre mim
Depois disso era bela a alvorada;
Surgiu uma luz e achei – Não haverá fim!
Ledo engano, corpo e alma voltaram à madrugada,
Ruíram então como torres de marfim!
Hoje, as aventuras que guardo na lembrança,
Que o peito enchiam de alegria, outrora,
Foram-se, perderam-se na distância!
Em uma prece calma, agora, choro, pranteio meus ais,
Mas demora o vento responder à alma que chora,
Não há esperanças, elas não voltam jamais.
Ynácio Loyola Lima
Um comentário:
Um poema bastante sonoro, rimas que fluem de maneira natural sem a presença de rimas forçadas (que são por muitas vezes responsáveis por empobrecer um poema). Além de ser rico em sonoridade é rico em imagens: noite enluarada, bela alvorada, entre outras.
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