Descobri um gozo novo, vindo do sertãozinho, perto da casa da Lourdes, temperado com pimenta do reino e uma baita dose de folhas de loro, sem levar em conta a exuberância do seu fértil, labiríntico e estreito sexo, que nos meus banhos fantasio enquanto me ensabôo.
Seríamos mais felizes se nos banhássemos mais. Já pertencem ao conhecimento científico os benefícios que uma ducha proporciona ao bom humor. Tomo banho constantemente não por questões de higiene, antes...
Antes de todo o céu se abrir, mais uma vez, forte e luminoso, e dele sair a mulher que lhe roubara um pedaço feito um filho que tomou da mãe uma parte do útero, liberta da feiúra da idade das mulheres daqui, terra de meninas pobres de si mesmas, incapazes de escapar da futilidade que elas próprias cultivam com regadas pesadas do que vier a ser moda, daquilo que vier a ser o bastante para se esconderem no fundo, confundindo-se com qualquer coisa à la mode “Princesa do Pop”, princípios de uma vida vaga, remadas para um país de onde haverá ouro, abdicando de tantas coisas para manter o arco, elas se machucam da matéria que não brota e dos sonhos que não duram.
Descobri nessa mulher criada no sertão que mora hoje perto da casa da Lourdes com seu tempero quente e heróico, um gozo novo. Hoje ela vem para o banho...
Um comentário:
O mundo perto da casa de lourdes recriado com magestade por um poeta de coração. Deixando todo o desejo mostrar um mundo seu não temendo deixar transparecer esse sertãozinho perto da casa de Lourdes.
Valeu Diogo, por essa sensacional criação.
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