quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Nova regras da Língua Portuguesa



As novas regras da língua portuguesa começam a ser implementadas em 2008. Mudanças incluem fim do trema e devem mudar entre 0,5% e 2% do vocabulário brasileiro. Veja abaixo quais são as mudanças.
HÍFEN
Não se usará mais:1. quando o segundo elemento começa com s ou r, devendo estas consoantes ser duplicadas, como em "antirreligioso", "antissemita", "contrarregra", "infrassom". Exceção: será mantido o hífen quando os prefixos terminam com r -ou seja, "hiper-", "inter-" e "super-"- como em "hiper-requintado", "inter-resistente" e "super-revista"2. quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente. Exemplos: "extraescolar", "aeroespacial", "autoestrada"
TREMA
Deixará de existir, a não ser em nomes próprios e seus derivados
ACENTO DIFERENCIAL
Não se usará mais para diferenciar:1. "pára" (flexão do verbo parar) de "para" (preposição)2. "péla" (flexão do verbo pelar) de "pela" (combinação da preposição com o artigo)3. "pólo" (substantivo) de "polo" (combinação antiga e popular de "por" e "lo")4. "pélo" (flexão do verbo pelar), "pêlo" (substantivo) e "pelo" (combinação da preposição com o artigo)5. "pêra" (substantivo - fruta), "péra" (substantivo arcaico - pedra) e "pera" (preposição arcaica)
ALFABETO
Passará a ter 26 letras, ao incorporar as letras "k", "w" e "y"
ACENTO CIRCUNFLEXO
Não se usará mais:1. nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos "crer", "dar", "ler", "ver" e seus derivados. A grafia correta será "creem", "deem", "leem" e "veem"2. em palavras terminados em hiato "oo", como "enjôo" ou "vôo" -que se tornam "enjoo" e "voo"
ACENTO AGUDO
Não se usará mais:1. nos ditongos abertos "ei" e "oi" de palavras paroxítonas, como "assembléia", "idéia", "heróica" e "jibóia"2. nas palavras paroxítonas, com "i" e "u" tônicos, quando precedidos de ditongo. Exemplos: "feiúra" e "baiúca" passam a ser grafadas "feiura" e "baiuca"3. nas formas verbais que têm o acento tônico na raiz, com "u" tônico precedido de "g" ou "q" e seguido de "e" ou "i". Com isso, algumas poucas formas de verbos, como averigúe (averiguar), apazigúe (apaziguar) e argúem (arg(ü/u)ir), passam a ser grafadas averigue, apazigue, arguem
GRAFIA
No português lusitano:1. desaparecerão o "c" e o "p" de palavras em que essas letras não são pronunciadas, como "acção", "acto", "adopção", "óptimo" -que se tornam "ação", "ato", "adoção" e "ótimo"2. será eliminado o "h" de palavras como "herva" e "húmido", que serão grafadas como no Brasil -"erva" e "úmido"

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Crônica

O trem

Certa vez, fazia uma viajem de trem e percebi um banco vago, outras pessoas por ali liam, outras conversavam e assim diziam:

- Você viu ontem na novela o beijo da atriz.

- É não tem jeito mesmo os preços aumentam e nossa aposentadoria cada vez mais diminui.

- Olha o amendoim torrado - dizia um menino passando e se equilibrando com os solavancos da composição.

- Caneta, olha a caneta.

- Olha o livro de receitas.

Uma torre de babel de produtos que a cada estação o vagão perdia alguns e logo em seguida recuperava mais uns dez.

- Esconde, esconde olha os home! - Gritou alguém lá do fundo.

- Tô desempregado e preciso de ajuda para dá de comer pros meu filho, me acuda pelo amor de Deus!

Fico um tanto curioso por que aquele banco ainda continua vazio, por certo não é reservado para gestantes nem para deficientes, ou tampouco para idosos, não é de cor diferente e nem tem aqueles adesivos.

É um mundo diferente dentro desses vagões que transitam durante o dia, que levam e trazem dezenas de pessoas, sabe lá pra onde e traz sabe lá de onde, só sei que estive lá naquele dia ou de vez em quando, mas com certeza com um destino.

- Moço, vai ai uma balinha de hortelã.

- Não obrigado, não gosto de hortelã.

- Mas tem de limão, de uva, de banana.

- Não, muito obrigado.

Peguei um jornal que havia sido deixado ali no banco ao lado, para ler a primeira noticia : Açougueiro mata amante da esposa dentro de casa.

Fechei o jornal e fiquei olhando a paisagem que passava diante da janela de belos trens espanhóis comprados a preço de novos, e via um belo jardim por toda o caminho composto por lindos pés de capim gordura e outros tipos de ervas daninhas.

Mas de repente olhei e vi aquele banco vazio, seria um tipo de teste, ou seria um novo equipamento ali colocado, como entrei no trem em uma estação bem depois da inicial não saberia dizer o porque.

Olho no relógio, acho que vou chegar a tempo para meu encontro - pensei comigo.

- Atenção senhores usuários estamos parando por pobremas técnicos na linha.- não fui eu que errei, o maquinista disse pobremas mesmo.

Só me faltava essa, preso aqui até sabe quando, ja não bastava a distância agora também essa parada do trem, uma coisa é certa os vendedores terão muito tempo para vender seus produtos.

- Olha a bala de hortelã, limão, uva, manga, banana.

Um estalo e... Viva! O trem novamente começa a andar, devagar mas está andando.

Então, olho para aquele banco e ele continua vazio, mas é contra a lei da natureza humana em um lugar cheio de pessoas ninguém ocupá-lo.

O trem continua seu caminho deixando para trás as paisagens estáticas. De repente um lance rápido de algo perdido em algum momento perdido dentro daquele mundo perdido, encontra-se uma revelação a chamar a atenção de quem espera que o tempo seja cúmplice de novas descobertas.Uma gota.

- É, uma gota caída daquele banco abandonado, inundado, a espera de alguém que lhe de um pouco de calor humano, mesmo que seja de uma bunda.

Parou!

Nova estação, as portas se abrem e entra uma alma vinda de onde poucas transitavam.

Ele mira o banco, o banco mira-o, eles se querem, eles se desejam, o primeiro lança um olhar cativante, possessivo, o segundo age com resignação esperando o momento do triunfal encontro. Chega então o momento decisivo – Puta que o pariu não senta - Nunca pensei tão alto em minha vida.

Mas era tarde, inundou-se o rabo.

Tornar um sonho realidade engrandece a alma.


PREFÁCIO

Falar em poesias, que por sinal está tão distante hoje em dia, faz‑me pensar em como foi gratificante orientar e fazer com que um grupo de alunos do sexto semestre de Letras da turma da manhã da Universidade Guarulhos unidade Dutra ‑ produzisse uma coletânea de poesias tão significativa.

Esse trabalho é resultado do "PECAL' ‑ Projeto Educacional de Comunicação e Arte Literária que foi desenvolvido por mim e os alunos do Campus Dutra durante seis meses, mas que, infelizmente, não teve aspirada continuidade. Entretanto, continuamos nossa caminhada e chegamos até aqui. E eis o trabalho pronto e entregue.

Esse trabalho foi produzido no seio do Departamento de Letras, com o apoio da Sra. Diretora Professora Mayra Lessi, como também, do professor Alcebíades Fernandes Junior

A poesia é a forma de expressão do sentimento humano, a maneira que o autor tem de deixar extravasar o amor, a paixão, os sentimentos maternos, a amizade, o sentido de humanidade, a passividade, o respeito a tolerância, portanto, uma forma de ressaltar a Fraternidade, a Paz e a ética que tanto nos fazem falta hoje em dia, visto que o homem esqueceu que esses princípios são básicos na formação social e familiar.

Mas...

Alguns poetas como Carlos Drummond de Andrade, Àlvares de Azevedo, Cecília Meireles e tantos outros nos deixaram um legado muito grande de poemas que até hoje contextualizam o comportamento do homem e da sociedade em que vivem.

Nesse sentido é que devemos incentivar a produção poética, fazer com que nossos alunos produzam poesias para que no futuro possam ser lembrados e comentados pelos feitos que realizaram.

Esse grupo forma uma geração de novos poetas com o livro PORTO POÉTICO, Marcial, Fabiano, Bruno, Carlos Thiago e Walter que pretende incentivar e mostrar ao mundo acadêmico que a poesia não se restringe só a nomes de poetas de reconhecido saber, mas também daqueles que tem algo a dizer ao mundo, mesmo que seja de maneira simples, sem envergadura estética, mas que a líteratura ainda vive com todo o vigor de décadas passadas.

O importante é buscar novos leitores de todas as idades e fazê‑los sentir a necessidade de comunicar‑se com a poesia, pois, ela representa a vida, os sentimentos, às paixões: é o ingrediente que tempera o amor.

Prof. Jorge César Mubarak

MURAL DE RECADOS

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