terça-feira, 29 de julho de 2008

A morte do Sol...

Amanheceu mais um dia,
o sol ainda se esconde...
nas entranhas da noite ainda dorme,
mas mesmo assim o dia insiste em nascer!

O dia tenta arrancá-lo a fórceps,
ele resiste e insiste na sua reclusão,
recluso contesta a ordem da natureza,
não quer colocar sua face em mais um dia de incerteza.

A amiga Lua tenta convencê-lo...
sem êxito entristece...
pois vê o amigo em dor se perder.

Na verdade todos sabem que ele não quer mais brilhar...
pois a razão dele brilhar... hoje não quer mais seu brilho, nem seu calor!
a porta voz Estrela lamenta em informar ... que o sol acaba de morrer...
do que morreu? morreu ... morreu de amor!

Wladimir Stern

Sonho

Hoje sonhei com você,
tudo parecia tão real.
Eu podia sentir lhe em minha respiração,
nossos corações batiam em uníssono!

Nossas bocas uniam-se de forma instântanea,
nossos corpos procuravam-se de maneira espontânea,
nós nos amavámos,
e pra quê o mundo? Nós nos bastávamos!

No sonho não existia eu ou você,
exístiamos nós!
Não existia tempo...
pois nós éramos, passado, presente e futuro!

Acordei sem querer acordar!
Voltei a vida sem querer viver!
Prefiro o sonho...
Pois no sonho tenho te em meus braços... na vida não a tenho mais!!!

Wladimir Stern

terça-feira, 22 de julho de 2008

Esperança!!!

Quando para e fecho os olhos
sinto seus braços me abraçarem,
Ainda sinto o seu cheiro em meu corpo,
sua voz em meus ouvidos como se fosse música!

Cada lembrança me faz respirar,
cada respiro faz lembrar-me de ti!
Sua lembrança é meu alimento,
e deste alimento que revivo este sentimento!

Um sentimento maior que tudo,
um sentimento que não cabe dentro de mim...
e só aumenta a cada dia!

Sentimento involuntário que ainda nutre a esperança,
esperança doída como uma lança que perpassa o peito,
mas que ainda faz este coração bater, e a morte mais uma vez adia!

Wladimir Stern

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Otimista

Ser otimista é ter o sorriso frágil,
É Negar a inquietude
Com gestos de complacência
E sermões altos,
Não se vê a vida pelos olhos de um otimista.

Diogo Poeta

domingo, 20 de julho de 2008

Misteriosa...

Seu corpo é uma escultura viva,
Um culto ao prazer,
tributo a beleza,
altar do amor.

Seus seios são para mim um banquete,
sua boca um maná vindo dos céus,
os cabelos cortinas da minh'alma,
os olhos a luz de meus dias.

Seus braços meu único porto seguro,
suas pernas me engolem e me devoram,
sua língua uma espada de fogo,
seus pés mesmo me pisando, fazem-me delirar de prazer!

Perfeita é o seu sinonimo,
maravilhosa seu cognome,
amada é seu título,
misteriosa e seu nome e seu jeito de ser!

Wladimir Stern

domingo, 6 de julho de 2008

Nirvana...

Estou em meio ao Nirvana...
Sinto-me com a alma embebecida,
em um licor maravilhoso que sai de seus lábios,
e escorre por todo meu corpo!

Sinto o negrume da noite fria,
pois neste momento não estás em meu corpo,
quando chegavas para mim sempre era a aurora de um lindo dia,
mesmo que estivesse em meio a um dilúvio turvo!

Fecho os olhos e volto ao Nirvana,
pois em meus pensamentos sempre estás,
linda e faceira,
ascendendo em meu peito uma fogueira!

Neste Nirvana não tem espaço para dor,
só para o nosso amor!
Existe apenas nossos corpos nus,
entrelaçando-se loucamente em um transe louco e sobrenatural,
até acabarmos em um gozo infinito,
em que só persiste... o orgasmo de dois loucos apaixonados!

Wladimir Stern

terça-feira, 1 de julho de 2008

Volta...

Lembro dos seus olhos nos meus,
Procuro-te na multidão e não a vejo!
Busco em outras bocas o seus beijo,
nos seus braços os sonhos meus...

Na negra noite
lembro de teus cabelos negros!
na macia seda,
sinto a maciez de teu corpo!

No perfume da rosa,
pertima-me sentir teu cheiro!
Na água cristalina
sinto seu corpo sensualmente úmido!

Onde estás o amor da minha vida?
No meu coração sempre estás,
da minha mente nunca sai,
volta pra mim, volta... vai!

Wladimir Stern

Morte!

Morte por que és assim?
Chega sem avisar
e decreta o fim,
sem nem mesmo uma chance dar!

Morte quem és tu?
És o fim ou o inicio?
O novo tempo e o seu princípio
ou a eternidade sem fim? Quem és tu?

Morte por que és tão injusta?
Tira do amante sua mulher desejada,!
Da criança a mãe amada!
Tu que a tantos assusta...

Morte diga quem foi o ser vil que a criaste?
Que coração é este que deixa o mundo inteiro triste?
Tu és um produto desumano,
que só pode ter sido criado por alguém insano!

Já sei quem és tu...
Tu és a arrogância, és o mal personificado!
É a criação de um Deus embriagado!
Tu és morte, tu és Deus!

Wladimir Stern

MURAL DE RECADOS

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