A linguagem na Internet já virou até tese de doutorado, mas lembrar sobre os cuidados que temos que ter ao digitarmos nunca é o bastante.
Certa vez enviei um e-mail para o diretor da empresa da qual fazia parte do quadro de funcionários com o seguinte conteúdo: "Esperamos mais pessoas nesta semana. Afinal, estamos no meio do processo de capitação de clientes."
Recebi a seguinte resposta: "É por isso que não temos clientes - no meio do processo de capitação - assim não vai sobrar ninguém! SUGIRO mudar para o processo de CAPTAÇÃO, urgentemente. (hshshshs)"
O que o dicionário "diz":
Capitar - taxar por cabeça.
Captar - receber alguma coisa de vários pontos para uma finalidade.
Segundo o dicionário eu estava "taxando" os clientes, coisa comum se a empresa fosse um banco. Entretanto, o ramo da companhia era outro, totalmente diferente.
Fica o alerta: cuidado ao digitar, isso pode custar seu emprego.
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Novidade
Agora você visitante pode nos mandar seu texto para ser publicado no blog,
no canto superior esquerdo em "abrir mural de recados" mande seu texto ou mesmo para enviar mensagens e criticas ao nosso blog, esperamos seu contato para continuarmos a oferecer um pouco de arte para quem gosta .
um abraço a todos.
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um abraço a todos.
EPITÁFIO
Talvez um dia ao olhar para o alto e não ver mais o azul do céu oriental, pálido e saudoso, em que a voz do vento nas arestas fica monótona e decadente e enfraquece cada vez que à porta bater queixoso e tétrico, talvez quando das bandas do ocidente me faltarem ares, como chama a se apagar, crepúsculo inconseqüente tornar-me-ei. Deixarei a veste branca recortar a penumbra do horizonte vacilante e a onda invasora descer de suas alturas e lavar a pureza das almas.
Longe... inda mais longe, mais alto que os píncaros ou no pego, embebem-se os olhos na distância, somem, abismam, se perdem em um naufrágio celeste; Só e triste a bordo dos sonhos, segui com os olhos uma aventura indefinida, aí desvaneceram as esperanças e a “alma apegou-se a forma vacilante das montanhas – derradeiras atalaias dos arraiais da mocidade”.
Porém, em terras distantes, onde chegara com calor entusiasta, a força das ilusões, a idade ainda com o poder de lutar e as esperanças de alcançar vitória por Afrodite minha; volvem-se agora silenciosos, quebrantados esperando repouso em antigos devaneios.
Então frente a tristezas quando o manto negro cobre céus e solidão sobe com a brisa do oceano, lembro-me de ti. Porém insistia a tristeza ao lembrar que nada restaria daquela canção alvissareira, da alma reticente não mais iria retinir a voz que vivera e sentira, gemera e cantara. Logo, chega a hora de obumbrar-se sobre o vasto incêndio do crepúsculo e calar o belo sorriso efêmero.
Aí surge a pergunta:
- De que valeu lutar tanto?
Valeu, valeu muito, porquanto “as espumas que no mar justificam a flora sombria da tempestade, também reluzem como ouro e prata no dia de alegre e fogoso sol”.
Então o longe vira perto, a distância fica curta, a tristeza vira alegria e alegrias trazem os antônimos.
Agora espero que como aves que fogem do fatídico látego do frio, fuja de mim esta lágrima saudosa, e estas palavras levem lembranças de mim às vossas memórias.
Wal Lima
Longe... inda mais longe, mais alto que os píncaros ou no pego, embebem-se os olhos na distância, somem, abismam, se perdem em um naufrágio celeste; Só e triste a bordo dos sonhos, segui com os olhos uma aventura indefinida, aí desvaneceram as esperanças e a “alma apegou-se a forma vacilante das montanhas – derradeiras atalaias dos arraiais da mocidade”.
Porém, em terras distantes, onde chegara com calor entusiasta, a força das ilusões, a idade ainda com o poder de lutar e as esperanças de alcançar vitória por Afrodite minha; volvem-se agora silenciosos, quebrantados esperando repouso em antigos devaneios.
Então frente a tristezas quando o manto negro cobre céus e solidão sobe com a brisa do oceano, lembro-me de ti. Porém insistia a tristeza ao lembrar que nada restaria daquela canção alvissareira, da alma reticente não mais iria retinir a voz que vivera e sentira, gemera e cantara. Logo, chega a hora de obumbrar-se sobre o vasto incêndio do crepúsculo e calar o belo sorriso efêmero.
Aí surge a pergunta:
- De que valeu lutar tanto?
Valeu, valeu muito, porquanto “as espumas que no mar justificam a flora sombria da tempestade, também reluzem como ouro e prata no dia de alegre e fogoso sol”.
Então o longe vira perto, a distância fica curta, a tristeza vira alegria e alegrias trazem os antônimos.
Agora espero que como aves que fogem do fatídico látego do frio, fuja de mim esta lágrima saudosa, e estas palavras levem lembranças de mim às vossas memórias.
Wal Lima
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Doce hálito que liberta
O perfume da Volúpia,
Que no seio de Psique, encerra
Suas dores de nupcias.
E uma cegueira repentina
No adormecer do dia,
Recebe de Heros, sua visita íntima,
Aí então se vai, no primeiro raio que ilumina.
Deixando a ira contemplar
Sai Vênus, com ciume violento,
Não sabendo se controlar.
Vence a alma ao desejo,
Vence a emoção a razão;
E selando, vai seu destino num sacrário beijo.
Wal Lima
O perfume da Volúpia,
Que no seio de Psique, encerra
Suas dores de nupcias.
E uma cegueira repentina
No adormecer do dia,
Recebe de Heros, sua visita íntima,
Aí então se vai, no primeiro raio que ilumina.
Deixando a ira contemplar
Sai Vênus, com ciume violento,
Não sabendo se controlar.
Vence a alma ao desejo,
Vence a emoção a razão;
E selando, vai seu destino num sacrário beijo.
Wal Lima
terça-feira, 9 de setembro de 2008
A dança dos devaneios nas noites
Calam. A alma no corpo
Sente pelas janelas as dores
E passam tempos sem conforto.
Mas ainda preso
A este corpo devasso
De puro desprezo,
Estou desistindo pelo cansaço,
Mas ainda as coréias
Não esqueço.
Tuas mãos não mais sinto,
Perco-me nas idéias,
Minha alma agora é só uma nebulosa
Que age como que por instinto
E gira com as forças do universo, prodigiosa.
Wal Lima
Calam. A alma no corpo
Sente pelas janelas as dores
E passam tempos sem conforto.
Mas ainda preso
A este corpo devasso
De puro desprezo,
Estou desistindo pelo cansaço,
Mas ainda as coréias
Não esqueço.
Tuas mãos não mais sinto,
Perco-me nas idéias,
Minha alma agora é só uma nebulosa
Que age como que por instinto
E gira com as forças do universo, prodigiosa.
Wal Lima
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