Na dúvida, coloque açúcar
Depois minta, traia, machuque
Na dúvida, coloque açúcar
E deixe que antes da hora morram as flores
E sobre teus sonhos vigie-os, castre-os
Seja a mais pura crueldade
Ria da desgraça alheia e da tua
Tire uma foto, pinte um belo quadro
Diga que é arte
Eles vão te entender!
Mas não se esqueça do açúcar
O Santo docinho da tarde! O casamenteiro...
De lamber os beiços
De falar de boca cheia
As malícias tantas que te custam repressões!
Sem o açúcar nada vale!
Seríamos sem ele; demônios amargos,
Pessoas doentes, revoltadas
De sangue ralo, pele flácida
Sem o açúcar nada vale!
Diogo Poeta
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