terça-feira, 3 de junho de 2008

Minha tristeza

Depois de ler os pensamentos do criador do Eterno Retorno

Minha tristeza é um estado de graça
Nela vem à tona o que realmente vale à pena se entristecer,
Sou feliz por ter tanta tristeza
Sou feliz por ter as tantas marcas que carrego
Lágrimas que jorram verdadeiramente
Se um dia caminhei em terras estranhas e colhi frutos perigosos
Bendito dia e nada mais!
Não posso reclamar por viver a risco,
Não é de sempre que trago essa convicção
Precisei abrir os olhos com a mão fria
E responder de maneira diferente ao sol das manhãs,
Tive que aprender a agradecer porradas para revidá-las gentilmente
Espalhar a tristeza de maneira devassa, publicar a melancolia na primeira página
É e sempre será a alma do negócio,
Mas a alma do negócio muda de estratégia para continuar a dar vida ao conteúdo
Às vezes quero explodir pelo o teto e ferir a garganta,
Mas escolho o cochicho bem baixinho, bem devagar a ponto de acordar os sentidos internos
“Atiçá-los” esse é o segredo mais explícito que conheço e dar certo,
“atiça, atiça! Faça o que querem e não excitarão em lhe dar uma recompensa”
Dizia um amigo...
Há uma tristeza desconfortável quando penso nos outros, a compaixão atrapalha,
Ela se alastra como fogo em palha,
Somos palha para esse fogo,
Não passamos de fogo para as palhas alheias quando sentimos pena,
Hoje, sinto um foguear em minha direção,
Nada me atinge,
Carrego a certeza maior
De que sou palha diferenciada.

Diogo Poeta

Um comentário:

test disse...

Grande Diogo Poeta!!


Parabéns meu amigo!! Cada vez escrevendo melhor,

Um abraço,

Wladimir Stern!!!!

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