quinta-feira, 23 de abril de 2009

Tristes versos desenterrados
“sem arte, sem beleza e sem brandura”
Não tem da alma a mesma brancura
Pelo tempo no escuro debruçados.

Olhe a claridade deixando os desolados
Na sombra da escultura,
Lembrando tempos sem ternura,
Sem ternura se tornam desagregados.

Das sombras só inspira a covardia
E não há claridade nem um pouco
Nem manhã que se torne dia.

O grito forte que ecoou já rouco
É o canto que já é sem melodia,
Que a tristeza deixa louco.

Um comentário:

Diogo Poeta disse...

Ostra feliz não faz pérola, e o que não é arte passa a ser, pois das profundezas da terra, brotam os versos estranhos, porém mais merecidos. Belo poema!

Diogo Poeta

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