Tristes versos desenterrados
“sem arte, sem beleza e sem brandura”
Não tem da alma a mesma brancura
Pelo tempo no escuro debruçados.
Olhe a claridade deixando os desolados
Na sombra da escultura,
Lembrando tempos sem ternura,
Sem ternura se tornam desagregados.
Das sombras só inspira a covardia
E não há claridade nem um pouco
Nem manhã que se torne dia.
O grito forte que ecoou já rouco
É o canto que já é sem melodia,
Que a tristeza deixa louco.
Um comentário:
Ostra feliz não faz pérola, e o que não é arte passa a ser, pois das profundezas da terra, brotam os versos estranhos, porém mais merecidos. Belo poema!
Diogo Poeta
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