quarta-feira, 16 de abril de 2008

Sou eu

Eu sou vitória! O vento não me apagou a chama
E as fossas fervidas no tempo
Não me terão em cinzas
Nem a terra me terá como adubo
Saí da minha própria fôrma
Utilizei do meu próprio fermento
Nasci do meu ventre já sabido
E quando chegares a ver fecharem-se as cortinas,
Ventre trancado num retrocesso de pedra,
Fui eu!


Diogo Poeta

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