É a minha vontade particular de ser-me em particular,
A quem vão meus versos?
Este borrão de tinta manobrado é o meu polegar direito que me diz?
Para qual lugar levei todo o leite materno de minha mãe?
São de espasmos fortes e frágeis as minhas saudades
Como a vida de qualquer coisa,
São batidas de pernas e braços num mar sem fundo
Tragam-me minha cor!
Tragam-me o preto e o branco!
É de espasmos fortes e frágeis a longitude da reta,
Da certeza, de toda a merda que há no mundo
A enorme vontade de ser-me em particular algo para mim mesmo
É o que mais me fede, de longe é a chaga do meu suor,
Cada esperança minha de encontrar-me aqui, dói.
Diogo Poeta
Nenhum comentário:
Postar um comentário