Doce hálito que liberta
O perfume da Volúpia,
Que no seio de Psique, encerram-se
Suas dores de nupcias.
E uma cegueira repentina
No adormecer do dia,
Recebe de Heros, sua visita íntima,
Aí então se vai, no primeiro raio que ilumina.
Deixando a ira contemplar
Sai Vênus, com ciume violento,
Não sabendo se controlar.
Vence a alma ao desejo,
Vence a emoção a razão;
E selando, vai seu destino num sacrário beijo.
Um comentário:
Psique, Heros, Vênus, a presença de tais personagens mitológicos engrandecem o texto graças ao belo tecer do poeta. O que não deve deixar, aqui, de ser ressaltado é a sacralização do erótico "Sacrário beijo" enriquecido pelo ambiente de languidez.
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