domingo, 2 de dezembro de 2007


A dança dos devaneios nas noites Calam.

A alma no corpo

Sente pelas janelas as dores,

E passam tempos sem conforto.

Mas ainda preso

A este corpo devasso

De puro desprezo,

Estou desistindo pelo cansaço,

Mas ainda as coréias

Não esqueço. Tuas mãos não mais sinto,

Perco-me nas idéias.

Minha alma agora é só uma nebulosa

Que age como que por instinto

E gira com as forças do universo, prodigiosa.

Ynácio Loyola Lima

Um comentário:

Diogo Poeta disse...

Segundo o dicionário HOUAISS, a segunda acepção da palavra poeta é a seguinte: “aquele que é dado a devaneios, fantasias”. Seu poema, caro Walter, é um ótimo exemplo disso, a dança dos devaneios ocupam lugar significativo no ser do eu lírico, o conflito entre o corpo e a alma se dá graças a essa dança que embala, ainda, a falta de alguém.

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