quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

oriente

Oriente

 

  A  procura é vazia

A busca intensa

Perde-se o caminho diversas vezes

E aí se acha perdido, só entre o que achava;

A certeza sumiu

O sonho só confunde ainda mais

Os pensamentos que antes ajudavam; “hoje,

Estarás no paraíso”?

Procuro alguém que me oriente

Pelo oriente onde já é longe,

As pernas não conseguiriam chegar mesmo!

E aí, o que é bom fazer?

Já que a fome está chegando

E a hora do jantar já é longe

Podemos escolher em sentar ou quem sabe andar

Nas veredas do que anda passando pela mente

A cada trocar de passo,

Talvez pudéssemos esquecer

O que já passou e viajar

Para o futuro do pretérito

E arrumar alguns verbos mal conjugados.

Mas mesmo assim o oriente ainda seria longe

E as pernas ainda sim,

Não conseguiriam chegar.

Já não sigo mais os conselhos que ouvi

Mesmo por que já escrevi os meus,

Já tentei ir para passargada,

Mas não encontrei o caminho.

Talvez pergunte a alguns amigos

E se souberem talvez eu vá,

Mas que não seja longe como o oriente,

Pois, as pernas não conseguiriam chegar.

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